27 de maio de 2018

Desfrute Sua Mudez

Texto de Osho

“Se você não sentir vontade de conversar, não converse – não diga uma única palavra que não esteja vindo espontaneamente de você. Não se preocupe se as pessoas acharem que você está ficando maluco. 
Aceite isso. Se elas acharem que você ficou mudo, aceite isso e desfrute sua mudez!

O problema real é com as pessoas que falam continuamente e não sabem o que estão dizendo nem porquê. Elas continuam a falar porque não podem parar. 
Mas, se você ficar um pouco consciente de toda a tolice e do problema que se passa na mente, se você ficar consciente de que existe para dizer, de que tudo parece trivial, então você hesitará.

No início parecerá que você está perdendo a capacidade de se comunicar – não é o caso. 
Na verdade, as pessoas não conversam para se comunicar, mas para evitar a comunicação. Logo você será capaz de realmente se comunicar. 
Espere e não force. Não se preocupe com o silêncio. 
Você se preocupa, contudo, porque toda a sociedade se sustenta sobre a conversa, sobre a linguagem, e as pessoas muito eloqüentes se tornam muito poderosas na sociedade – líderes, eruditos, políticos, escritores. 
Você fica com receio de estar perdendo o domínio da linguagem, mas não se preocupe. 
O silêncio é o domínio da linguagem, mas não se preocupe. O silêncio é o domínio de Deus, e, quando você souber o que é o silêncio, terá algo a falar.

Quando você entrar fundo em silêncio, pela primeira vez suas palavras carregarão significado. 
Então elas não serão apenas palavras vazias, mas estarão repletas de algo do além. 
Elas têm uma poesia em si, uma dança; elas carregam consigo a graça que você traz em seu interior." 

3 de outubro de 2017


2 de outubro de 2017

Saber Ouvir

Ouvir é ouvir.
Não é ficar pensando, enquanto a pessoa fala, no que vamos responder em seguida.
Não é interromper a todo momento, tentando "ajudar" com frases decoradas, ou estando pronto para apontar onde a gente acha que a pessoa está errando, e como ela é a causadora da sua dor.

Não é depois que ela disse meia palavra, você dizer: "Ah, deixa disso, você não tem motivo pra isso!"
Também não é se preocupar, arregalar os olhos espantado pelo quanto é maluco o que o outro está dizendo.

Não é se sentir culpado. E sem se quer deixar a pessoa terminar, começar a desfiar o rosário, se justificando porque agiu de tal e tal forma - ou como sua vida é tão pior que a dela - tirando completamente o foco da pessoa em questão para si mesmo.

Ouvir é demonstrar interesse sincero. É se importar. É doar nossos ouvidos inteiramente por alguns momentos.

Talvez! a pessoa precise de um conselho. Mas só será possível ajudar, se tivermos prestado atenção, com o coração, sem julgamentos.
Em grande parte das vezes, o que a pessoa precisa é o acolhimento, é ser abraçado, é compreensão. É saber que alguém se importa de verdade.

Elaine Ferreira

30 de setembro de 2017


28 de setembro de 2017


26 de setembro de 2017


18 de setembro de 2017


17 de setembro de 2017


16 de setembro de 2017


12 de setembro de 2017

Solidão

Allan Percy no Livro Kafka Para Sobrecarregados

"Geralmente a solidão é vista de forma negativa, porque muitos a identificam com o vazio espiritual ou com a infelicidade. 
No entanto, é graças a ela que grandes artistas puderam criar obras e que pensadores encontraram novas ideias para tornar o mundo melhor.
Até para servir aos demais é preciso saber estar só.

De fato, a solidão nos permite conhecer a nós mesmos, e as pessoas que sabem desfrutar desse estado aproveitam melhor uma companhia quando ela chega. Por estarem mais descansadas do contato social, envolvem-se muito mais na amizade.
Portanto, não há por que ter medo de ser, de vez em quando, uma estaca solitária cravada numa imensa planície, como Kafka descrevia seu recolhimento, já que desse modo aprendemos a ter uma perspectiva mais ampla do mundo.

Só quem é capaz de prescindir de companhia pode viver o contato com os outros sem apegos nem emoções nocivas."